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Estado Social, Dignificar na Saúde e na Doença

ICEA – Instituto de Cultura Europeia e Atlântica
SESSÃO CULTURAL
“Estado Social, Dignificar na Saúde e na Doença”
Auditório Municipal de Santa Marta
Largo de Santa Marta, 9 – ERICEIRA
GPS: 38° 57′ 41″ N 9° 25′ 07″ W
18 de Abril de 2026, 15H – 18H
ENTRADA LIVRE
PROGRAMA
Oradoras:
Dra. Ana Jorge, Cuidados Continuados Integrados – uma resposta à mudança do paradigma da saúde.
Dra. Inês Romero, Cuidados Paliativos – porquê tão tarde e para tão poucos?
Moderação: Dr. Victor Ágoas
Nota: Sessão reconhecida como Ação de Curta Duração (3 horas) para todos os grupos de docência e níveis de ensino. Manifestação de interesse para o seguinte endereço eletrónico: cfaerc.dir@gmail.com
Texto resumo da sessão:
Estado Social, Dignidade na Saúde e na Doença: será que tardamos a reinventar-nos como sociedade longeva?
Portugal está no Top dos países mais envelhecidos, mas também entre aqueles em que a percepção da doença nos cidadãos maiores de 65 anos é pior.
Será porque somos mais queixosos? Ou será porque tardamos a reinventar-nos como sociedade longeva?
De quantos ângulos se pode analisar esta nova realidade? Que sectores terão de se articular? Como caminhar para soluções de bem-estar e reformular os estilos de vida dos mais novos e não só, preparando-os para vidas com muitos anos, mas sem tanto sofrimento? O que impede que se apliquem os conhecimentos actuais, se executem os planos atempadamente, e se integrem nas organizações em geral, os princípios democráticos da equidade, as vantagens da acção de proximidade, e as forças vivas das comunidades?
Foi este o mais recente desafio lançado pelo Instituto de Cultura Europa e Atlântico (ICEA) a partir da Ericeira. Evento aberto, com convites enviados a autarcas e responsáveis do terceiro sector, contou com as oradoras Ana Jorge e Inês Romero, efusivamente aplaudidas pelos participantes despertos para novas perspectivas e entendimentos.
“Estado Social, Dignidade na Saúde e na Doença”, assim o ICEA designou a iniciativa, foi um momento de reflexão enquadrado pelos dados estatísticos e pela larga experiência de uma médica com mais de 50 de trabalho, que ocupou a pasta ministerial da Saúde e o cargo de Provedora da Misericórdia de Lisboa.
Ana Jorge condensou e contextualizou com números, legislação e factos históricos, as mudanças estruturais das últimas décadas no país e internacionalmente.
Inês Romero foi pelo mesmo caminho, mas focando por um novo ângulo uma medicina que está muito para lá do tratamento da doença.
Ilustrando com a sua própria experiência mencionou a impreparação geral dos médicos para comunicar. E com isto deu o salto para o que ficou próximo da filosofia do cuidado tão querida a Maria de Lourdes Pintasilgo.
Muito além do tratar a doença, todos nós temos de cuidar a pessoa. Cuidarmo-nos, cuidar uns dos outros, cuidar a pessoa que há no doente.
Passo a passo desmantelou a ideia enraizada de que paliativo é um cuidado exclusivo para quem está prestes a morrer, lembrando através da origem das palavras, palio e manto que remetem para a ideia de conforto, de tratar, de zelar para que as pessoas se sintam bem.
Ora, numa sociedade em que a maioria das doenças são crónicas, e em que a sintomatologia e as dores se traduzem em sofrimento, reduzi-lo, aumentando o bem-estar não pode nem deve destinar-se a um conjunto restrito de pessoas.
Doutorada pela Universidade Católica em Cuidados Paliativos, Inês Romero, esclarece que só num primeiro momento histórico estes cuidados foram vistos como exclusivos para doentes terminais. E que actualmente se destina a contribuir para o bem-estar de quem sofre, com dores físicas ou psicológicas.
A conferência teve a moderação do também médico e Vice-Presidente do ICEA Victor Ágoas.
(Texto de: Rogério Bueno de Matos, Associado do ICEA)


















































